Pular para o conteúdo

Quanto tempo vive Arara-canindé?

Resposta rápida

Em cativeiro e com o manejo adequado, a Arara-canindé vive em média de 60 a 80 anos, havendo registros de espécies do gênero Ara alcançando até 100 anos. É fundamental consultar um médico-veterinário de animais silvestres se a ave ficar excessivamente imóvel, perder peso, gritar de forma diferente ou alterar as fezes.

Ler artigo completo ↓

Quanto tempo vive Arara-canindé?

EspéciesPor 🕒 5 min de leitura
Ilustração de Arara-canindé

Sabe quando a gente visita alguém e descobre que o papagaio da família já passou dos cinquentinha e continua firme, comendo fruta na mesa e respondendo aos cumprimentos? Pois é. Quando o assunto é a Arara-canindé, essa conta de chegada costuma surpreender quem nunca conviveu de perto com uma ave de grande porte, principalmente porque muita gente assume que bicho emplumado tem prazo de validade curto na estante da sala. Em cativeiro, quando recebe o manejo adequado de comida, espaço e visitas regulares ao veterinário, a Arara-canindé vive em média de 60 a 80 anos. Na literatura veterinária, há registros de espécies do gênero Ara alcançando até 100 anos de idade.

Isso mesmo. Se você decidir adotar um exemplar adquirido de criatório legalizado pelo Ibama ou órgãos estaduais, com nota fiscal e anilha de identificação, é altamente provável que essa ave acompanhe você por boa parte da sua vida adulta, veja seus filhos crescerem e ainda esteja por aqui na sua aposentadoria. Trata-se de um compromisso de longo prazo, quase um projeto familiar intergeracional. Afinal, quem traz um filhote desses para casa precisa ter em mente que a responsabilidade atravessa décadas, exigindo planejamento financeiro, paciência e disposição para conviver com um animal que vai fazer parte da mobília e da rotina por tempo indeterminado.

O peso da rotina na lida com a espécie

Muita gente pensa que bichos emplumados duram pouco, mas os psitacídeos que reúnem bico forte, pés adaptados e inteligência fora da curva quebram essa regra. A Ara ararauna, conhecida por suas penas azul ultramarino no dorso e amarelo-ouro reluzente na barriga, é uma ave robusta. Ela mede entre 75 e 90 centímetros de ponta a ponta e pesa normalmente entre 950 gramas e 1,18 quilos. Só que essa lindeza toda não se sustenta sozinha com boa vontade e água fresca.

Quem deseja ver a ave atingir o topo de sua longevidade biológica precisa entender que a rotina dela passa longe de um pote de ração esquecido no canto. O erro mais comum é achar que misturas baratas de sementes, como o girassol em excesso, ou pedaços de pão e comida de panela resolvem o cardápio. Na natureza, elas comem frutos variados, castanhas e até argila para neutralizar toxinas. Em casa, a base precisa ser uma ração extrusada de alta qualidade para grandes psitacídeos, calculada por profissional conforme o peso metabólico do animal. Exagerar nas gorduras da semente causa gordura no fígado e reduz drasticamente os anos de vida do bicho.

O desafio do espaço e da cabeça da ave

Pense em passar décadas inteiras confinado em um banheiro minúsculo, sem conseguir esticar os braços ou dar dois passos livres. É mais ou menos essa a realidade de uma arara de quase um metro de comprimento espremida em uma gaiola padrão de papagaio. O manejo exige viveiros espaçosos, de preferência instalados ao ar livre, onde ela tenha liberdade para abrir as asas completamente e caminhar por poleiros firmes feitos de galhos naturais. Espaço reduzido provoca atrofia muscular e estresse contínuo, minando a saúde física e mental do animal com o passar dos anos.

No tocante à mente, o tédio surge como uma ameaça silenciosa. O nível de inteligência dessas aves impressiona. Quando o ambiente carece de qualquer estímulo mental, o sofrimento psicológico aparece. É exatamente nesse cenário que surge o arrancamento de penas, um problema comportamental grave no qual o bicho passa a mutilar o próprio corpo devido ao desespero. Evitar esse quadro demanda inventividade constante. Vale esconder castanhas com casca grossa dentro de pedaços de bucha vegetal ou pendurar troncos e pinhas para ela destruir. Para a ave, gastar a força formidável do bico para vencer uma casca dura equivale a ocupar a cabeça com um desafio complexo.

Como saber a idade e quando pedir ajuda

Descobrir quantos anos uma arara tem não é tarefa trivial, embora a biologia deixe certas marcas na aparência. Os filhotes apresentam a íris dos olhos de coloração bem escura, quase cinza. Conforme o tempo avança, essa tonalidade clareia aos poucos até alcançar o amarelo característico dos adultos. Mesmo assim, tentar adivinhar a idade exata observando apenas o bico ou as penas não passa de palpite, pois animais mantidos sob excelentes cuidados conservam a aparência vibrante por muitos anos.

Apesar da robustez característica da espécie, certas situações exigem consulta imediata com um veterinário de animais silvestres. Caso a arara permaneça excessivamente imóvel no poleiro, perca peso a ponto de deixar o osso peitoral saliente, mude o padrão dos gritos ou altere a consistência das fezes, a fase de apenas observar em casa chegou ao fim. Evite postergar a busca por suporte técnico quando notar esses indícios.

Oferecer lar para uma arara pede disciplina para seguir a dieta correta, espaço generoso e paciência para conviver com um pet exigente. Em contrapartida, você recebe uma companhia barulhenta, já que as vocalizações intensas fazem parte da rotina natural, e que vai dividir a sua trajetória por um longo período.

Compartilhar:💬🔗
← Explorar aves

Mais sobre Arara-canindé

Uma nova seleção de leituras a cada visita.

Espécies

O que Arara-canindé come?

A arara-canindé come ração extrusada completa para psitacídeos de grande porte como base, complementada por vegetais frescos, frutas seguras e castanhas…

🕒 4 min de leituraLer agora →

Outros artigos sobre aves

Continue a leitura por aqui.

Espécies

Quanto tempo vive Calafate?

Sob bons cuidados de manejo, nutrição e ambiente, o pássaro Calafate costuma acompanhar seus tutores por uma faixa que varia de 6 a até 16 anos.

🕒 5 min de leituraLer agora →