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Problemas de saúde comuns no Maltês

Resposta rápida

O principal problema de saúde que costuma acompanhar a raça Maltês é o colapso de traqueia, caracterizado por uma tosse seca e repetitiva que lembra o grasnado de um ganso. Diante de qualquer tosse persistente ou se o animal ficar com a língua roxa e desmaiar, procure um veterinário.

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Problemas de saúde comuns no Maltês

RaçasPor 🕒 4 min de leitura
Ilustração de Maltês

Imagine a cena: você chega do trabalho depois de um dia longo, abre a porta de casa e encontra seu Maltês pulando de alegria, com aquela pelagem branca impecável balançando para todo lado. Só que, bem no meio da festa e dos pulos de pura euforia, o pequeno começa a soltar uma tosse seca, ruidosa e repetitiva que parece um grasnado de ganso. Você se assusta, pensa que ele engasgou com alguma coisa e tenta acalmar o bichinho. Mas será que é apenas um engasgo passageiro ou existe algo mais sério por trás disso?

O principal problema de saúde que costuma acompanhar o Maltês é o colapso de traqueia. Por ser um cão de porte miniatura, a raça carrega uma predisposição genética em que os anéis de cartilagem que sustentam o canal de ar do pescoço são mais frágeis e flexíveis do que deveriam. Para entender melhor, pense em um canudo de plástico daqueles sanfonados e bem macios. Quando o canudo está firme, o líquido passa livremente. Mas se ele perde a rigidez e sofre pressão, as paredes se colam e a passagem fecha. É exatamente isso que acontece na traqueia do cão quando ele se empolga demais, puxa a guia ou respira com muita força. A cartilagem amolece, o canal se fecha parcialmente e o ar não consegue fluir como deveria.

A tosse em formato de grasnado é o sinal mais evidente dessa condição, mas o quadro costuma se manifestar de formas variadas ao longo da vida. Filhotes podem nascer com a predisposição sem apresentar nenhum sintoma, enquanto cães de meia-idade ou idosos começam a manifestar os episódios de tosse com mais frequência. A degeneração acontece de forma gradual, o que significa que o tutor raramente percebe o início exato do problema até que os sintomas comecem a atrapalhar a rotina do animal.

O que piora as crises do seu cão?

Alguns gatilhos do dia a dia transformam um incômodo leve em uma crise assustadora. A excitação extrema na hora de receber visitas ou de ganhar comida é um deles, pois acelera a respiração de um jeito que força a estrutura traqueal. Outro ponto crítico é o excesso de peso. Quando o cão acumula gordura na região do tórax, a mecânica da respiração fica pesada e o canal de ar sofre ainda mais pressão interna. O ambiente também conta muito. Poeira, fumaça de cigarro e produtos de limpeza fortes irritam a mucosa e desencadeiam crises em animais que já possuem essa sensibilidade anatômica.

Se você tem o costume de passear com o seu Maltês usando aquela coleira tradicional de pescoço, vale a pena repensar esse hábito ainda hoje. Trancos rápidos na guia geram um impacto mecânico direto e perigoso sobre a traqueia já delicada do animal. Substituir a coleira de pescoço por um modelo de peitoral, daqueles que abraçam o corpo, resolve essa questão com facilidade. Enquanto a coleira comprime a garganta do cão a cada investida mais apressada, o peitoral distribui a pressão pelo tórax e poupa totalmente o canal de ar.

O tratamento resolve o problema?

Os remédios e as adaptações na rotina ajudam a controlar os sintomas, mas não transformam a cartilagem frágil em um tecido rígido de novo. A condução do caso costuma ser conservadora, focando no controle rígido do peso, no uso exclusivo do peitoral e, quando o profissional indica, no uso de medicamentos para conter a tosse e a inflamação. Em situações mais graves, onde o canal aéreo fica excessivamente fechado e compromete a qualidade de vida, existem cirurgias específicas para recolocar o fluxo de ar em ordem. Diante de qualquer tosse persistente, o ideal é realizar exames como o raio-X e a traqueobroncoscopia, fundamentais para afastar problemas no coração que também provocam tosse em cães de pequeno porte.

Cuidar de um Maltês pede atenção constante aos detalhes do cotidiano. Se a tosse seca insiste em aparecer, o caminho mais sensato é procurar um veterinário para investigar a origem do sintoma com precisão. Ajustar pequenos hábitos evita sustos e garante que o seu companheiro tenha uma vida bem mais leve.

Algumas cenas vão além do desconforto comum e exigem socorro imediato. Procure um veterinário com urgência se o pet ficar com a língua ou as gengivas roxas ou azuladas, se desmaiar após uma crise de tosse, se adotar uma postura rígida com as patas abertas e o pescoço esticado tentando respirar, ou se demonstrar tanto esforço que a barriga comece a se mover de forma exagerada a cada respiração.

Conteúdo meramente informativo. O texto não substitui a consulta com um veterinário.

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