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Problemas de saúde comuns no Löwchen

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O Löwchen merece atenção à luxação de patela, à displasia de quadril, à catarata e à degeneração progressiva da retina. Triagem dos reprodutores e acompanhamento ocular ajudam a organizar os cuidados preventivos.

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Problemas de saúde comuns no Löwchen

SaúdePor 🕒 5 min de leitura
Ilustração de cachorro

A gente estava sentado na sala conversando sobre raças de cachorro, e você me perguntou se o Löwchen é daquele tipo de pet que passa a vida inteira no veterinário ou se é um bicho forte. O Pequeno Cão Leão é considerado uma raça em geral saudável e bastante longeve, com expectativa de vida que costuma ficar entre doze e quinze anos, mas isso não significa que ele venha com garantia de fábrica contra qualquer chateação médica. Por baixo daquela juba vistosa e da carinha de nobre renascentista, existe um cão compacto, de ossatura firme e energia de sobra. Só que, como qualquer raça que passou por cruzamentos controlados ao longo dos séculos, o Löwchen carrega algumas predisposições genéticas que exigem atenção de quem cuida. Não é motivo para pânico, mas pede um olhar clínico no dia a dia e um bom papo com o criador antes de trazer o filhote para casa. Imagine a cena: você chega do trabalho, o cãozinho pula do sofá com aquela alegria desmedida e, no segundo seguinte, dá uma corridinha esquisita puxando a pata de trás. É o tipo de detalhe cotidiano que acende o primeiro sinal de alerta na rotina da casa.

Quais são os pontos fracos na estrutura e na carcaça do Löwchen?

Quando a gente pensa em problemas de saúde nessa raça, a parte ortopédica lidera a lista de coisas para monitorar. O joelho é um velho conhecido dos veterinários que atendem cães de pequeno porte. A famosa luxação patelar acontece quando a patela, aquela rótula que deveria deslizar bonitinha em um trilho no joelho, resolve saltar para o lado. Imagine uma engrenagem que escapa do dente por um segundo e depois volta para o lugar. É exatamente isso que faz o cão dar aquela saltada para recolher a pata traseira antes de voltar a pisar normal. Pode ser algo leve ou exigir correção cirúrgica, dependendo do grau do problema.

Além do joelho, o quadril também merece radar. A displasia coxofemoral, que a gente costuma associar só a cães gigantes, também dá as caras em raças menores. Ali acontece um encaixe imperfeito entre a cabeça do fêmur e a bacia, gerando um atrito chato que vira dor com o tempo. Existe ainda uma condição que afeta a mesma região do quadril por um motivo diferente, causando uma morte nos tecidos da cabeça do fêmur ainda na fase de crescimento do animal. Por isso que os clubes oficiais da raça exigem exames de raio-X de quadril e joelho dos reprodutores antes de permitir qualquer cruzamento. Se o criador torcer o nariz para essa conversa ou alegar que os pais são puros e por isso saudáveis, desconfie na mesma hora.

E os olhos e os ouvidos pedem que tipo de cuidado?

A visão do seu cão também merece carinho e checagens anuais com um especialista. Duas condições costumam aparecer com mais frequência na raça, embora tenham histórias completamente diferentes. A catarata é aquela opacidade que deixa o cristalino esbranquiçado, atrapalhando a visão de forma parecida com uma névoa grossa. A boa notícia é que ela pode ser operada com excelentes resultados quando tratada a tempo. Já a degeneração progressiva da retina é outra história. É uma perda genética que vai apagando as células sensíveis à luz lá no fundo do olho, começando pela dificuldade de enxergar à noite. Sabe aquela sensação de entrar em um quarto escuro e demorar a achar a porta? É mais ou menos assim no começo, mas o problema progride para a cegueira total e, infelizmente, não tem cura nem tratamento milagroso.

Passando para a cabeça do cão, chegamos às orelhas. O Löwchen tem orelhas compridas e caídas, cobertas por aquela franja charmosa de pelos. Isso cria uma verdadeira estufa natural: abafa o calor, retém umidade e acumula sujeira. Se você não criar o hábito de inspecionar e limpar o conduto auditivo com produtos próprios para pets toda semana, a infecção de ouvido aparece para infernizar a vida do bicho. Um cachorro chacoalhando a cabeça sem parar ou parecendo surdo pode apenas estar com a orelha entupida de secreção por causa de uma inflamação, e não com uma surdez congênita irreversível. A rotina de tosa tradicional na raça cumpre também um papel higiênico importante para evitar o acúmulo de umidade.

Como evitar surpresas desagradáveis na hora de escolher um filhote?

A base populacional da raça é pequena, o que torna a seleção genética um assunto sério. Ninhadas costumam ser curtas, com poucos filhotes, o que significa que cada cruzamento precisa ser pensado com inteligência para não espalhar defeitos hereditários. Na hora de procurar um criador, não tenha vergonha de pedir laudos. Os clubes recomendam três testes básicos antes de liberar qualquer cão para reprodução: a avaliação da patela, o exame radiográfico de quadril e o rastreio oftalmológico feito por um especialista certificado. Pedir esses papéis não é frescura de tutor exigente, é o mínimo de garantia de que o filhote tem menos chances de herdar uma bomba relógio para o futuro.

Em casa, a rotina de prevenção é bem pé no chão. Escovar os dentes, cuidar das unhas para que o apoio das patas não fique torto e controlar a balança são atitudes que salvam as articulações do animal. Excesso de peso em um cão pequeno é um convite aberto para desgastar joelhos e quadris que já trabalham sob pressão anatômica. Se você notar qualquer mudança brusca, como o cão relutando em descer do sofá, esbarrando nos móveis quando a luz do corredor apaga, ou mancando depois de acordar, não espere passar sozinho. A identificação de qualquer sinal de alerta exige consulta e avaliação presencial por um veterinário. Só o profissional consegue examinar de verdade, fechar um diagnóstico preciso e desenhar o tratamento correto para o seu companheiro.

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