Pular para o conteúdo

Como cuidar do Maltês em dias muito quentes

Resposta rápida

Cuidar do Maltês em dias muito quentes exige passeios nas primeiras horas da manhã ou no final da noite, água fresca trocada várias vezes ao dia e um ambiente com boa circulação de ar. Evite tosar o pelo até a raiz, pois ele protege a pele sensível do sol. Se o cão ficar ofegante, babar muito ou mostrar apatia, afaste-o do calor e procure o veterinário com urgência.

Ler artigo completo ↓

Como cuidar do Maltês em dias muito quentes

CuidadosPor 🕒 6 min de leitura
Ilustração de Maltês

O termômetro bateu trinta e cinco graus logo cedo e você olha para o pequeno tapete branco na sala. O Maltês está deitado esticado, respirando um pouco mais rápido do que o normal, parecendo decidir se vale a pena levantar para beber água. A cena é comum em tardes abafadas e gera aquela dúvida imediata sobre o que fazer para aliviar o desconforto do animal. Cuidar de um Maltês no calor exige atenção prática a detalhes que muitas vezes passam despercebidos entre uma tosa e outra.

Isso passa por ajustar a rotina de passeios, manter água fresca sempre acessível e entender que a pelagem branca e fina dele funciona de maneiras específicas diante da alta temperatura. Não existe uma fórmula mágica ou um único produto que resolva tudo. O segredo está em observar o comportamento individual do animal e adaptar o ambiente doméstico para evitar qualquer tipo de sofrimento térmico.

O mito da tosa pelada e a realidade do pelo do Maltês

Existe uma tendência muito comum de achar que a solução definitiva para o calor é pegar a máquina e rasgar a pelagem do cão até quase aparecer a pele. A lógica parece simples afinal menos pelo significa menos calor. Só que a biologia do Maltês funciona de outro jeito. Diferente de raças com subpelo denso, o Maltês tem uma pelagem de pelo único que cresce continuamente e tem uma textura que lembra o cabelo humano.

Quando você tosa o animal totalmente até a raiz, você remove a proteção natural contra os raios ultravioleta. A pele rosinha e sensível do Maltês fica diretamente exposta ao sol forte, aumentando o risco de queimaduras e irritações cutâneas graves. Além disso, o pelo também atua como um isolante térmico moderado, ajudando a regular a temperatura corporal contra o calor excessivo do ambiente.

Isso não significa que o cão precise ficar com o pelo arrastando no chão durante o verão. Uma tosa higiênica bem feita ou uma tosa tesoura mantida um pouco mais longa oferece o equilíbrio perfeito. O pelo fica mais leve e fácil de pentear, evitando os nós que retêm calor e umidade, mas sem expor a pele diretamente aos perigos do sol. A frequência dessa manutenção varia conforme a pelagem de cada cão, exigindo bom senso na hora de decidir o corte ideal.

O perigo invisível do asfalto quente

Outra questão crítica nos dias de calor intenso envolve a hora do passeio. Muita gente continua saindo nos mesmos horários de sempre só porque o sol já está mais fraco no céu, esquecendo que o asfalto retém o calor por horas depois que a incidência solar diminui. Para um cão pequeno como o Maltês, cujas patas ficam muito próximas ao chão e que possui coxins sensíveis, caminhar sobre o piso fervendo é uma experiência dolorosa.

Antes de colocar a guia no cachorro, faça o teste simples com as costas da sua mão no asfalto. Se você não conseguir manter a mão ali por cinco segundos sem sentir dor, o chão está quente demais para as patas do animal. O resultado de ignorar esse teste pode ser desde queimaduras leves até bolhas dolorosas nos coxins que exigem atendimento veterinário prolongado.

A solução é mudar radicalmente os horários das saídas para as primeiras horas da manhã ou para o final da noite, quando o solo já teve tempo de esfriar. Caso o calor persista por dias seguidos sem trégua, vale a pena adaptar atividades internas para gastar a energia mental do cão, evitando a exposição desnecessária às ruas escaldantes e ao ar seco.

Água fresca e a importância da hidratação constante

A regulação térmica nos cães acontece principalmente através da respiração e das glândulas sudoríparas localizadas nas patas. Quando a temperatura sobe, o organismo do Maltês gasta mais água para tentar manter o equilíbrio interno. Por isso, deixar apenas uma vasilha de água esquecendo-se dela o dia todo é um erro que compromete a saúde do animal.

O ideal é espalhar mais de um ponto de água fresca pela casa, trocando o líquido várias vezes ao dia. Água morna acumulada na vasilha não atrai o cão e ele acaba bebendo menos do que o necessário. Alguns tutores gostam de colocar cubos de gelo na água para mantê-la gelada por mais tempo, o que costuma funcionar muito bem, desde que o animal aceite a novidade sem estranhar.

Se você notar que o Maltês está bebendo menos do que o habitual nos dias quentes, vale a pena testar fontes de água corrente ou adicionar um pouco de água morna na ração seca para aumentar a umidade do alimento. Mudanças drásticas na ingestão de líquidos devem ser monitoradas de perto e comunicadas ao veterinário se persistirem.

O ambiente interno e a circulação de ar

Deixar o Maltês trancado em um cômodo abafado da casa durante o trabalho é um convite para o estresse térmico. Casas e apartamentos podem virar verdadeiras estufas quando as janelas ficam fechadas para impedir a entrada do sol da tarde. O fluxo de ar faz toda a diferença para manter a temperatura suportável para o animal.

Se você usa ventilador, certifique-se de que o vento não fique direcionado apenas para um ponto fixo onde o cão está preso, mas sim circulando pelo ambiente. O uso de ar condicionado ajuda bastante, mas é preciso tomar cuidado com o choque térmico quando o animal transita bruscamente de um ambiente muito gelado para o calor externo. A transição deve ser gradual, dando tempo para o organismo se adaptar.

Outro detalhe importante envolve o local de descanso do Maltês. Evite camas com tecidos sintéticos pesados que retêm calor e umidade. Prefira superfícies mais frescas, como pisos frios ou caminhas com tecidos leves e respiráveis, onde ele possa se esticar à vontade para dissipar o calor corporal.

Sinais de alerta que exigem atenção imediata

Mesmo com todos os cuidados, alguns dias são simplesmente extremos demais e o organismo do cão pode sofrer mais do que o esperado. É fundamental saber reconhecer os limites e os sinais de que a temperatura corporal subiu além do seguro. O Maltês é um cão de pequeno porte e sua massa corporal reduzida pode fazer com que ele desidrate ou entre em exaustão térmica com mais rapidez do que raças maiores.

A respiração muito ofegante e persistente, a baba excessiva, a apatia profunda e a gengiva com uma coloração mais avermelhada ou pálida são indicativos claros de que algo está errado. Caso você perceba esses sintomas, afaste o animal do calor imediatamente, ofereça água em pequenas quantidades sem forçar e procure orientação veterinária com urgência. Nunca tente baixar a temperatura do cão jogando água gelada de forma brusca, pois isso pode causar um colapso circulatório.

Cuidar de um Maltês no calor não exige fórmulas mirabolantes, mas sim consistência, observação e empatia com o ritmo do animal. Cada cão reage de uma forma única às altas temperaturas, exigindo que você ajuste as orientações gerais de acordo com a idade, o condicionamento físico e a rotina da sua casa.

Compartilhar:💬🔗
← Explorar cães

Mais sobre Maltês

Uma nova seleção de leituras a cada visita.

Comportamento

Maltês é bom para apartamento?

Sim, o Maltês é excelente para a vida em apartamento. Como um legítimo representante das raças de companhia, o seu corpinho miniatura não exige quintal…

🕒 5 min de leituraLer agora →

Outros artigos sobre cães

Continue a leitura por aqui.