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Cachorro com carrapatos: o que pode ser?

Resposta rápida

Encontrar carrapatos no cachorro é sinal de uma infestação por parasitas externos que vieram do ambiente ou do contato com outros animais, exigindo atenção urgente porque esses bichinhos transmitem doenças sistêmicas perigosas. Corra para o veterinário se o animal apresentar febre alta, gengiva esbranquiçada ou fraqueza nas patas.

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Cachorro com carrapatos: o que pode ser?

SaúdePor 🕒 5 min de leituraAtualizado em
Ilustração de cachorro

Você chega de uma caminhada tranquila com o cachorro, senta no sofá para relaxar e, ao passar a mão atrás da orelha dele ou na região da barriga, esbarra em uma pequena saliência áspera. Quando você afasta o pelo para olhar melhor, descobre que é um carrapato. A cena é frustrante e, pior, acende um alerta imediato na cabeça.

Afinal, cachorro com carrapatos é sinal de uma infestação por parasitas externos que vieram do ambiente ou do contato com outros animais, exigindo atenção urgente porque esses bichinhos transmitem doenças sistêmicas perigosas, como a erliquiose e a babesiose.

Mas por que isso acontece e o que realmente significa encontrar esses invasores no seu companheiro de quatro patas? A resposta envolve desde o comportamento do parasita até velhos mitos que continuam circulando na vizinhança.

O mito da saúde de ferro dos vira-latas

É muito comum ouvir na calçada que cão Sem Raça Definida, o famoso vira-lata, tem uma resistência natural incrível e que nunca pega nada. A conversa de vizinho costuma garantir que esses animais têm uma imunidade mágica contra qualquer praga.

Infelizmente, a biologia não funciona assim. A medicina veterinária reforça que não existe barreira biológica ou imunidade natural que impeça um vira-lata de ser picado por carrapatos ou de contrair as doenças transmitidas por eles. A ideia do vigor genético protege o animal contra algumas doenças hereditárias específicas, mas não cria um escudo invisível contra parasitas. Um cão SRD precisa rigorosamente da mesma rotina de prevenção e de antiparasitários que qualquer cão de raça pura.

Por que o carrapato é mais perigoso do que parece?

O problema vai muito além da coceira e da irritação na pele. Quando o carrapato se fixa, ele usa o aparelho bucal para perfurar os vasos sanguíneos e realizar o repasto de sangue. Se o parasita estiver infectado, é justamente na hora da picada ou durante a alimentação que ele injeta microrganismos patogênicos na corrente sanguínea do cão.

Com o passar das horas, a fêmea do carrapato pode ficar grande, cinzenta e completamente cheia de sangue, um estágio chamado de ingurgitado. Quanto mais tempo o parasita passa sugando, maior é o risco de transmissão de doenças. E vale um aviso muito importante: nunca tente arrancar o carrapato à força ou espremê-lo com as unhas. Esse movimento brusco pode fazer com que o parasita descarregue mais saliva na corrente sanguínea do animal ou deixe partes da boca presas na pele, abrindo espaço para infecções bacterianas locais.

O perigo da automedicação e a sensibilidade de algumas raças

Quando a gente esbarra com um parasita no cachorro, o impulso de correr à farmácia ou apelar para soluções caseiras é quase imediato. Muita gente acaba cogitando administrar ivermectina por conta própria, seja comprando a versão humana na farmácia da esquina ou usando aquele restinho guardado para o gado no sítio. Essa escolha pode custar caro demais.

Algumas raças, a exemplo de Collies, Border Collies e uma penca de cães mestiços que carregam uma mutação conhecida como gene MDR1, possuem uma falha na blindagem natural do cérebro. Nesses bichos, certos remédios antiparasitários conseguem invadir o sistema nervoso central e desencadear intoxicações pesadas. Os sintomas incluem babadeira excessiva, falta de rumo ao andar, tremores pelo corpo, confusão mental e, nos cenários mais graves, crises convulsivas e apagões. Qualquer tratamento preventivo precisa passar pelo crivo do veterinário, que calcula o peso exato, avalia a idade e garante a segurança real para o organismo do seu peludo.

Filhotes e cães idosos exigem cuidados redobrados

Se o carrapato deu as caras justamente em um filhote recém-nascido ou bem pequeno, o sinal amarelo acende com força máxima. O corpinho deles ainda está em plena formação e o peso baixo corta quase totalmente a lista de produtos tópicos ou comprimidos feitos para cães adultos. A mesma regra vale para os veteranos da casa ou animais debilitados, que podem carregar problemas nos rins ou no fígado e toleram mal substâncias agressivas. Aquela primeira consulta de rotina do filhote serve exatamente para desenhar um plano de proteção que não coloque a vida dele em risco.

O erro clássico de tratar apenas o cachorro

Arrancar ou matar os carrapatos grudados no pelo do cão resolve a urgência do momento, mas costuma ser uma ilusão se a casa inteira for esquecida. A maior parte da turma indesejada passa o tempo fora do animal. Ovos minúsculos, larvas e ninfas se acomodam perfeitamente nas frestas do piso, atrás dos rodapés, na caminha de tecido e na grama do quintal.

Se você não desinfetar o ambiente com produtos apropriados para essa faxina pesada, novos invasores vão saltar para o seu cachorro em questão de dias. Uma limpeza eficiente exige esforço duplo e sincronizado: cuidar da saúde da pele do pet e esterilizar cada canto da casa onde ele circula.

Quando a situação vira uma emergência

Ficar de olho no comportamento do cão durante os dias seguintes à retirada dos bichos é uma tarefa que não dá para pular. Algumas alterações discretas no dia a dia podem revelar que o animal contraiu alguma doença transmitida pelo sangue.

Fique em alerta máximo se o cãozinho ficar murchinho de repente, apresentar febre alta, recusar a comida, perder peso visivelmente, mostrar a gengiva esbranquiçada ou amarelada e exibir manchinhas vermelhas pelo corpo. Aparecendo qualquer um desses sinais, ou mesmo sintomas neurológicos como fraqueza nas patas e tremores, corra para o veterinário para exames de sangue e início imediato da medicação correta.

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