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Tetra Mato Grosso pode viver com quais peixes?

Resposta rápida

O Tetra Mato Grosso pode viver com outros tetras e peixes pacíficos de meia-água e fundo, como o Neon Negro, o Rodóstomo, o Neon Cardinal, peixes do gênero Corydoras ou pequenos cascudos. Para dar certo, monte um cardume de seis a dez indivíduos em um aquário de no mínimo 60 litros e evite espécies com nadadeiras longas ou que prefiram água dura.

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Tetra Mato Grosso pode viver com quais peixes?

EspéciesPor 🕒 5 min de leitura
Ilustração de Mato-grosso

Você chega na loja de aquarioismo, olha para aquele cardume de peixinhos avermelhados nadando de um lado para o outro com uma energia invejável e pensa: será que eles vão bagunçar muito o meu aquário comunitário se eu levar alguns para casa?

O Tetra Mato Grosso pode viver com outros tetras e peixes pacíficos de meia-água e fundo que gostem de água doce, mole e levemente ácida, desde que você monte um cardume com pelo menos seis a dez indivíduos, use um aquário de no mínimo 60 litros e passe longe de espécies com nadadeiras longas ou que prefiram água dura.

A gente costuma achar que qualquer peixe pequeno serve para preencher o tanque, mas a verdade é que misturar espécies sem critério é receita para o caos. O Tetra Mato Grosso carrega a fama injusta de ser encrenqueiro, mas na maioria das vezes o problema não é o temperamento dele, e sim a forma como decidimos alojá-lo.

Imagine colocar um adolescente hiperativo sozinho em uma sala cheia de pessoas quietas. A tendência é que ele comece a cutucar todo mundo por puro tédio. Com o Mato Grosso, que se chama cientificamente de Hyphessobrycon eques, funciona exatamente assim. Na natureza, eles vivem em grupos numerosos na bacia amazônica. Quando você coloca apenas dois ou três deles em um aquário pequeno, a falta de companhia faz com que o peixe desconte a energia nos vizinhos, desenvolvendo o famoso hábito de beliscar as nadadeiras dos outros.

Para evitar que o seu aquário vire um ringue, a regra de ouro é garantir volume e companhia. Um tanque de 60 litros reais é o ponto de partida ideal. Desconte o espaço ocupado pelas pedras, troncos e filtros antes de achar que a litragem está garantida. Dentro desse espaço, junte um grupo de seis a dez exemplares da mesma espécie logo no início. Com um cardume estruturado, eles gastam a energia disputando espaço e atenção entre si, deixando os outros habitantes em paz.

Quem faz boa companhia para ele

Como o Mato Grosso gosta de nadar na parte do meio do aquário, o segredo para um tanque equilibrado é escolher vizinhos que ocupem outras regiões e tenham o mesmo gosto para a água.

Espécies que vêm do mesmo tipo de ambiente tornam a convivência harmoniosa. Você pode juntar o Tetra Mato Grosso com peixes pacíficos como o Neon Negro, o Rodóstomo ou o Neon Cardinal. Para povoar o fundo do aquário sem brigar por território, um grupo de peixes do gênero Corydoras ou pequenos cascudos funciona muito bem, já que eles limpam o substrato e ignoram completamente o que acontece na meia-água.

Vizinhos que você deve evitar de jeito nenhum

Certos arranjos simplesmente não funcionam, seja por causa do formato do corpo do animal ou pelas exigências da água.

A nadadeira comprida e delicada de um peixe Betta ou de um Guppy macho funciona como um convite irrecusável para o Mato Grosso. A vontade de dar uma mordiscada naquela cauda esvoaçante é grande demais para um caracídeo cheio de energia ociosa. O resultado prático costuma ser peixes nadando com dificuldade, com as nadadeiras desfiadas e completamente estressados.

Da mesma forma, evite juntar o Tetra Mato Grosso com espécies que precisam de água dura e alcalina, a exemplo de Molinésias e Platys. Obrigar um peixe adaptado à água mole a viver em parâmetros diferentes é o equivalente a mandar alguém enfrentar o inverno rigoroso apenas com uma camiseta leve. O organismo do bicho gasta tanta energia tentando sobreviver nesse ambiente que a imunidade cai vertiginosamente, facilitando a aparição do íctio, aquela infecção que deixa o corpo cheio de pontinhos brancos.

Acarás-Bandeira em fase adulta também devem ficar de fora do mesmo tanque. Mesmo parecendo tranquilos enquanto jovens, eles ganham tamanho, definem territórios de reprodução e acabam vendo peixes menores como alvos fáceis ou petiscos.

Cuidados que salvam o aquário

Garantir um ambiente harmonioso pede atenção constante a alguns pontos práticos da rotina. A qualidade da água deve permanecer sempre constante, com o pH variando entre 6,0 e 7,0 e a temperatura mantida de 24 a 28 graus, com a ajuda indispensável de um bom aquecedor com termostato. Mexer demais na água ou provocar quedas bruscas de temperatura durante a limpeza semanal gera um estresse desnecessário nos peixes.

Colocar sal grosso no aquário de água doce na intenção de prevenir problemas de saúde não passa de um mito e faz mal para os tetras de origem amazônica, que sofrem bastante com o excesso de minerais e salinidade.

Caso você perceba peixes acuados nos cantos, nadadeiras machucadas, pontos estranhos pelo corpo ou falta de apetite, o aquário pede uma verificação imediata nos testes da água e no comportamento geral do grupo. Se notar ferimentos graves, machucados que não melhoram ou doenças que continuam avançando mesmo depois de corrigir a rotina, procure um veterinário especialista em vida aquática para saber exatamente como agir.

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