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Tartaruga cai para o lado: o que pode ser?

Resposta rápida

Uma tartaruga que cai para o lado indica um problema sério de saúde, como uma infecção respiratória grave se for aquática, ou otite e fraqueza óssea severa se for terrestre. Quando um quelônio perde o prumo, o organismo dele está pedindo socorro e precisa de atendimento veterinário.

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Tartaruga cai para o lado: o que pode ser?

CuidadosPor 🕒 4 min de leitura
Ilustração de tartaruga

Você chega perto do aquário e percebe que a sua tartaruga está nadando de lado, como se estivesse tentando virar um barco à vela sem vento. Ou talvez seja o seu jabuti que, de repente, começou a andar cambaleando pela sala até tombar pesadamente contra o rodapé.

É essa perda de equilíbrio e a inclinação para o lado indicam um problema sério de saúde, variando desde uma infecção respiratória grave se for um animal aquático, até um distúrbio de ouvido ou fraqueza óssea severa se for um bicho terrestre. Não se trata de uma manobra esquisita ou de uma fase passageira. Quando um quelônio perde o prumo, o organismo dele está pedindo socorro.

A diferença entre a água e a terra

Para entender o que está acontecendo, vale a pena olhar para o endereço do seu pet. A forma como o animal tomba muda completamente dependendo se ele vive na água ou na terra.

Se você tem uma tartaruga semiaquática, o problema costuma ser dentro d'água. Os pulmões desses animais ficam na parte de cima da carapaça e funcionam exatamente como os tanques de lastro de um submarino, controlando o empuxo e a flutuação. Quando um dos lados do pulmão enche de secreção por causa duma infecção bacteriana, aquele lado fica pesado e afunda. O outro lado continua cheio de ar e tenta flutuar, fazendo o animal adernar para o lado doente. É por isso que ela nada torta ou fica boiando de maneira desajeitada.

Por outro lado, se estamos falando de um jabuti ou de uma tartaruga que está em solo firme, a história muda de rumo. O tombamento lateral costuma nascer duma alteração de equilíbrio na orelha interna, conhecida como otite.

O mistério do ouvido entupido nos jabutis

Muita gente se pergunta como um bicho que não tem orelha visível do lado da cabeça pode ter infecção de ouvido. Os quelônios possuem uma cavidade timpânica interna que se conecta diretamente com a faringe. Quando há carência de vitamina A na dieta, o revestimento dessas cavidades sofre alterações e começa a acumular uma substância espessa e caseosa, parecida com massa de queijo. Esse material estufa o tímpano e comprime o sistema vestibular, que funciona como o sensor interno de nivelamento do animal.

O cérebro da tartaruga recebe a informação de que o chão está inclinado, mesmo quando ela está em uma superfície totalmente plana. É por isso que ela começa a entortar a cabeça e a tombar para o lado ao tentar caminhar pela grama ou pelo piso da casa.

O peso da descalcificação e da fraqueza

Outro motivo bastante frequente para o tombamento em solo firme envolve a deficiência de cálcio e a exposição incorreta à radiação. Sem tomar sol direto ou contar com uma lâmpada específica que emita raios ultravioleta, o organismo do réptil falha na absorção do cálcio presente na comida.

Os ossos e a carapaça perdem densidade com o tempo, o casco cede à pressão e a musculatura já não tem força para suspender o corpo. O bicho basicamente desaba por falta de sustentação, tombando para o lado ao tentar dar os primeiros passos. Também entram nessa conta os problemas decorrentes de uma dieta baseada em peixes crus, que destroem a vitamina B1 e desencadeiam distúrbios neurológicos capazes de desorganizar completamente a coordenação motora.

Quando procurar ajuda veterinária

Certas situações não dão espaço para dúvidas e exigem uma visita rápida ao consultório. Caso a tartaruga respire de boca aberta, produza ruídos anormais, elimine bolhas pelas narinas ou exiba um abaulamento rígido na lateral da cabeça, o cenário é de urgência médica.

O mesmo vale para filhotes que acabam virando de barriga para cima em áreas rasas e não encontram forças para retornar à posição normal, ficando expostos ao perigo real de afogamento. Nunca tente solucionar o problema com simpatias caseiras, colírios humanos ou sobras de antibióticos guardadas no armário. O metabolismo desses animais é extremamente sensível, e ministrar substâncias sem a orientação de um veterinário voltado para pets exóticos costuma apenas atrasar o socorro e agravar o quadro.

Como evitar que isso aconteça

Boa parte dessas inclinações indesejadas pode ser prevenida com ajustes básicos no manejo diário. Se o pet for aquático, a água deve permanecer aquecida por um termostato regulado na faixa de vinte e oito graus, já que as baixas temperaturas derrubam as defesas do organismo e facilitam o surgimento de infecções pulmonares.

Disponibilize também uma área seca generosa, equipada com uma rampa acessível para que o animal decida quando quer sair da água, além de fontes de calor e luz adequada. Proteger o recinto contra correntes de ar, fugir de pisos escorregadios e apostar em uma alimentação equilibrada garantem que o seu companheiro continue firme nas quatro patas e nadando sem desvios.

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