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Por que meu gato arqueia as costas?

Resposta rápida

O gato arqueia as costas para se espreguiçar e ativar a circulação após dormir, para se comunicar mostrando medo ou carinho, ou porque sente dor nas articulações e na coluna. Se perceber que essa postura curvada virou hábito ou desconfiar de dor física, marque uma avaliação profissional.

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Por que meu gato arqueia as costas?

ComportamentoPor 🕒 6 min de leituraAtualizado em
Ilustração de gato

Sabe aquela cena em que você acorda, espreguiça o corpo inteiro esticando os braços para o alto e solta aquele suspiro de alívio? Os gatos fazem exatamente a mesma coisa, só que com a coluna inteira, transformando um simples despertar em um espetáculo de flexibilidade que parece até dobrar o animal ao meio.

Gatos arqueiam as costas principalmente por três motivos bem diferentes: para se espreguiçar e ativar a circulação depois de uma boa soneca, para se comunicar mostrando medo ou carinho, ou porque sentem dor nas articulações e na coluna.

A diferença entre essas situações costuma estar na duração do movimento e no contexto em que ele acontece. Vamos destrinchar isso para você entender o que o seu felino está tentando dizer quando faz aquela curva com o corpo, sem precisar recorrer a nenhum manual felino complicado.

O bom e velho espreguiçamento

O motivo mais comum para ver um gato com as costas arqueadas é a pura e simples preguiça. Depois de passar horas enrolado dormindo no sofá, o fluxo de sangue nos músculos diminui e as articulações dão aquela travada leve que qualquer ser vivo com coluna vertebral conhece bem.

Quando ele acorda, o ato de esticar as patas dianteiras, empinar o bumbum e curvar a coluna para cima é um alongamento natural. Dura poucos segundos, o movimento é fluido e, logo em seguida, o gato relaxa e sai andando normalmente, talvez com aquela cara de quem ainda está decidindo se o dia vale a pena. É o equivalente felino a estalar os dedos e espreguiçar as pernas na primeira cafungada da manhã.

Linguagem corporal: saudação ou susto

As costas arqueadas também funcionam como um painel de mensagens ambulante, dependendo de como o resto do corpo se comporta. A coluna nunca atua sozinha na hora de contar o que passa pela cabeça do bicho.

Se o seu gato vier trotando na sua direção logo que você chega do trabalho, com a cauda erguida em ponto de interrogação e roçando o corpo nas suas pernas enquanto curva levemente as costas, pode comemorar. Trata-se de uma saudação amigável acompanhada de marcação de cheiro, um sinal claro de que ele está feliz com a sua presença e considerando você parte da mobília essencial da casa.

Por outro lado, se um barulho estranho ecoar pela casa de repente ou se ele der de cara com um visitante inesperado, a história muda de figura numa velocidade impressionante. Nessa hora, o arquear da coluna vem acompanhado de pelos completamente arrepiados, orelhas viradas para trás e o corpo de lado, como se ele quisesse ocupar o máximo de espaço possível no ar.

É uma resposta defensiva automática. Ao curvar as costas e inflar a pelagem, o gato tenta parecer muito maior do que realmente é para espantar qualquer ameaça percebida, seja um cachorro curioso ou a assustadora sacola plástica que se mexeu sozinha no corredor.

Quando o arqueamento esconde dor

Existe uma situação, no entanto, que pede aquela atenção redobrada do tutor. Quando o gato mantém a coluna rígida, curvada para cima de forma contínua ou anda com um jeitão encolhido, o corpo arqueado deixa de ser conversa ou preguiça e vira uma postura de defesa contra o sofrimento. Em termos simples, ele está se curvando daquele jeito para tentar aliviar uma dor insistente que não passa.

E aqui mora uma das maiores armadilhas de morar com felinos. Por puro instinto de sobrevivência, os gatos são especialistas silenciosos em disfarçar qualquer sinal de fraqueza. Na natureza, um bicho que demonstra fragilidade vira alvo fácil para concorrentes. Por causa disso, eles quase nunca choram ou reclamam quando estão machucados ou doentes.

Modanças discretas no jeito de andar, como manter o lombo um pouco mais alto ou tenso do que o habitual, costumam ser os primeiros avisos de que a saúde pede socorro. Conforme o tempo passa e eles envelhecem, o desgaste natural nas cartilagens e juntas acaba atingindo boa parte dos bichanos idosos, transformando um salto corriqueiro em um teste de paciência e desconforto.

O atrito constante nos ossos da coluna e das pernas faz com que o animal adote posições curvadas para fugir da fisgada. Problemas internos na região da barriga também provocam essa mesma reação de encolher o corpo, como se o gato estivesse abraçando a si mesmo para tentar abafar o incômodo que vem de dentro.

Fique de olho se aquela rigidez esquisita vem acompanhada de outros detalhes na rotina, como pensar duas vezes antes de pular para o sofá, começar a errar a caixas de areia ou simplesmente desistir daquela faxina diária na pelagem, deixando o pelo opaco e cheio de nós por falta de cuidado.

Como diferenciar e o que fazer em casa

Para entender o que está acontecendo sem cair em paranóia, olhe ao redor e avalie a situação. A curva na coluna durou poucos segundos, logo depois daquela soneca no tapete? Trata-se do bom e velho alongamento. O bicho viu um vulto e estufou o pelo inteiro? É só o susto indo embora assim que a casa acalma.

A luz vermelha acende de verdade quando o bichano caminha curvado o dia todo, demonstra má vontade para se mexer e abandona saltos que antes eram fichinha. Se você perceber que essa postura virou hábito ou desconfiar de qualquer dor física, o caminho mais sensato é marcar uma avaliação profissional para investigar a raiz do incômodo.

Como muitos felinos escondem os sintomas perfeitamente assim que entram na clínica por causa do nervosismo do ambiente, vale a pena gravar vídeos curtos do animal andando e se esticando em casa. Mostrar essas imagens para o veterinário ajuda bastante a revelar como ele realmente se comporta longe dali.

Não invente de apertar a coluna do animal para testar a flexibilidade e jamais dê remédios por conta própria, já que vários analgésicos comuns para humanos são perigosos e até fatais para eles. Facilitar a vida colocando caixas de areia mais baixas e rampas pela casa ajuda muito os mais velhos, mas descobrir a causa exata com ajuda profissional continua sendo a melhor escolha para o seu parceiro.

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