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Peixe-faca: guia completo de cuidados no aquário

Resposta rápida

O peixe-faca costuma passar o dia escondido e ganha pique total à noite, exigindo um aquário bem dimensionado, água morna entre 24 °C e 28 °C, filtragem potente e muitos esconderijos. Se ele nadar de um jeito esquisito, sem vontade de comer ou tiver manchinhas brancas, olhe a água e procure um veterinário especializado.

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Peixe-faca: guia completo de cuidados no aquário

EspéciesPor 🕒 4 min de leitura
Ilustração de peixe

Sabe aquela visita que chega em casa e prefere passar a tarde inteira entocada no quarto escuro, mas acorda com pique total logo que a casa silencia à noite? O peixe-faca funciona exatamente assim. Se você está pensando em montar um tanque para um deles, você precisará de um aquário bem dimensionado, com temperatura estável, filtragem potente e muitos esconderijos para respeitar o ritmo noturno desse bicho curioso.

O que afinal é um peixe-faca?

Quando falamos em peixe-faca, estamos nos referindo a espécies tropicais de água doce conhecidas pelo corpo esguio e comprimido, que se movimentam de um jeito ondular bem peculiar graças a uma longa nadadeira na parte inferior. No comércio de aquarismo, um exemplo comum é o peixe-faca africano, cuja importação para ornamentação é regulamentada e permitida no Brasil.

Só que ter um animal desses exige mais do que achar o visual dele interessante na loja. Sabe aquela ideia de comprar o peixe hoje e jogar no aquário montado há duas horas? Esqueça. Isso é um bilhete de ida para o desastre.

O aquário ideal não é um depósito de água

A base de qualquer aquário saudável é a química da água, e o peixe-faca não tem paciência para amadorismo. Antes de colocar qualquer bicho ali dentro, o sistema precisa passar pela ciclagem. Em termos simples, trata-se de esperar algumas semanas para que bactérias do bem colonizem o filtro e transformem a amônia tóxica dos dejetos em compostos menos perigosos. Se você pular essa etapa, o peixe simplesmente não aguenta.

Além disso, a água precisa ficar sempre morna, numa faixa que varia entre 24 °C e 28 °C. Isso significa que um bom aquecedor com termostato é obrigatório. Deixar o peixe-faca à mercê da temperatura ambiente da sua sala é pedir para ele adoçar o bico e ficar doente logo na primeira frente fria.

Outro ponto crítico é o filtro. A vazão dele precisa ser forte, girando todo o volume do aquário de cinco a dez vezes por hora, mas sem criar uma ventania insuportável. E na hora de limpar as mídias do filtro, nada de usar água da torneira cheia de cloro, pois isso aniquila a colônia de bactérias que mantém o seu aquário vivo.

Por que o seu peixe-faca precisa de uma caverna?

Já reparou que durante o dia o peixe-faca some do mapa? Não é truque de mágica nem timidez passageira. Ele tem o hábito de fugir da claridade, o que significa que luz forte o incomoda de verdade.

Se você montar um aquário totalmente exposto, sem troncos, rochas ou tocas escuras, o animal vai passar a vida em um estado constante de nervosismo. Pense nisso como morar em um quarto com holofotes ligados o dia todo, sem cortinas e sem canto para descansar. Colocar pedaços de troncos ocos ou tubos escuros no fundo resolve a questão e garante o sossego que ele precisa para repousar durante o dia.

Quem pode morar com ele?

Aqui é onde muita gente cai do cavalo. Existe uma ilusão de que qualquer peixe exótico convive bem com os coloridos de um aquário comunitário comum. Com o peixe-faca, o roteiro é bem diferente.

Como ele age na escuridão e atinge um bom tamanho conforme a espécie, colocar peixes pequenos, como neons ou filhotes recém-nascidos, é basicamente servir um petisco noturno. Ele não é um valentão que caça brigas de dia, mas carrega o instinto de aproveitar o que estiver à disposição. Por outro lado, também fique longe de espécies briguentas que fiquem mordiscando as nadadeiras longas dele o tempo todo.

Como alimentar e manter a rotina em dia

O cardápio desse bicho pede itens de origem animal, aceitando bem rações de qualidade e também petiscos congelados. O pulo do gato está no relógio. Como ele ganha energia quando a noite chega, o correto é oferecer a refeição justamente no fim do dia, com as luzes do aquário mais amenas ou apagadas.

Outra regra que não dá para quebrar: nada de exagerar na dose. Sirva somente o que ele papa em dois minutos. A comida que sobra e afunda estraga a água num piscar de olhos. Para manter o ambiente saudável, troque parte da água semanalmente ou a cada quinze dias, usando um sifão para limpar o fundo sem desregular o sistema.

Se perceber que o peixe está nadando de um jeito esquisito, sem vontade de comer, se esfregando nas pedras ou com manchinhas brancas, olhe a qualidade da água na mesma hora. Caso o problema continue, procure ajuda de um veterinário especializado em peixes, deixando de lado receitinhas caseiras que só fazem piorar as coisas. Compre sempre de lojas legalizadas com nota fiscal e curta a companhia desse morador noturno com a tranquilidade que ele merece.

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