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Gato com secreção no olho: quando é emergência?

Resposta rápida

A secreção no olho do gato é considerada uma emergência veterinária quando vem acompanhada de dor ocular intensa, alteração na transparência da córnea ou perda de visão. O tutor deve buscar um médico-veterinário caso o animal mantenha o olho fechado o tempo todo ou apresente febre e falta de apetite por mais de um dia.

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Gato com secreção no olho: quando é emergência?

SaúdePor 🕒 4 min de leitura
Ilustração de gato

Você chega em casa depois de um dia longo, chama o seu gato para o sachê habitual e percebe que ele está com um dos olhos meio fechado, parecendo que pisca com força toda vez que a luz da sala acende. Ao olhar mais de perto, nota um líquido esbranquiçado ou amarelado acumulado no canto. A primeira reação costuma ser pensar que ele tomou uma corrente de ar ou arranhou sem querer em algum canto da casa.

A secreção no olho do gato é considerada uma emergência ou urgência veterinária quando vem acompanhada de dor ocular intensa, quando o animal mantém o olho fechado o tempo todo, se há alterações na transparência da córnea como aquela aparência esbranquiçada ou avermelhada, se existe perda de visão ou se aparecem lesões na face e sintomas gerais como febre, apatia e falta de apetite por mais de um dia. Gatos têm uma habilidade quase olímpica para disfarçar quando estão sentindo dor. Enquanto um cachorro costuma reclamar ou mancar com clareza, o felino tende a ficar quieto, entocado e com o semblante fechado. Por isso, quando o incômodo no olho chega a ponto de o animal não conseguir mantê-lo aberto, o limite do manejo em casa já foi ultrapassado há tempos.

O que o tipo de secreção revela

Olhar para o rosto do gato e tentar entender o que está acontecendo exige reparar na consistência do que está saindo daquele olho. Se a secreção for aquosa e transparente, lembra bastante um choro ou uma irritação leve por poeira. Já a secreção mucoide costuma ser mais viscosa e esbranquiçada. Agora, quando o líquido ganha uma coloração amarelada ou esverdeada e fica com um aspecto espesso, estamos diante de um exsudato purulento, indicando que bactérias aproveitaram a fragilidade da região.

Existe também aquela crostinha escura que se forma discretamente no canto interno do olho após o sono, algo perfeitamente normal no dia a dia. Se o olho não estiver vermelho, se o gato estiver abrindo os olhos normalmente e não demonstrar incômodo ao ser acariciado perto da cabeça, o acúmulo pode ser apenas o resíduo natural do filme lacrimal secando. Mas como saber quando esse quadro simples cruzou a linha para algo mais grave? A resposta está na persistência dos sintomas e no comportamento do animal.

Quando a infecção vem acompanhada de outros sinais

Muitas vezes, o problema no olho não veio sozinho. Se a secreção ocular aparece junto com espirros frequentes e coriza, é muito provável que você esteja lidando com uma questão do trato respiratório superior, como a rinotraqueíte viral felina. Filhotes e gatos jovens costumam sofrer bastante com essas infecções virais e bacterianas, que exigem acompanhamento profissional de perto para evitar complicações mais sérias na estrutura dos olhos. Ninguém quer ver o pequeno nessa situação, e tentar adivinhar o remédio certo só atrasa a melhora.

Outro ponto que merece atenção redobrada acontece quando a secreção ocular vem acompanhada de feridas, crostas ou pequenos calombos no focinho, nas orelhas ou ao redor da face. Em regiões onde a esporotricose é comum, esse tipo de quadro exige cuidado rigoroso. Trata-se de uma infecção fúngica que pode ser transmitida para humanos. Por isso, caso você note feridas no rosto do gato junto com o problema no olho, evite o contato direto com a pele e use luvas descartáveis para qualquer manejo até que um profissional avalie o animal.

O que fazer em casa enquanto o atendimento não chega

Se as pálpebras estiverem coladas por secreção seca e você precisar fazer uma limpeza paliativa antes de levá-lo ao consultório, use apenas uma gaze estéril umedecida com soro fisiológico morno. Faça movimentos extremamente suaves, sempre do canto interno para fora, sem esfregar e sem aplicar força.

Nunca invente de aplicar colírios humanos ou receitas caseiras no olho do seu gato. Colírios que contêm corticoides, por exemplo, podem acelerar a degradação da córnea e causar perfuração ocular em poucas horas caso o animal esteja com uma úlcera na região. Apenas o veterinário tem condições de realizar exames específicos, como o teste com corante para verificar a integridade da córnea, e prescrever a medicação exata para o problema.

Manter a vacinação em dia ajuda a prevenir algumas das principais infecções virais e bacterianas que costumam causar conjuntivite e secreção nos olhos dos gatos. Na dúvida, diante de qualquer alteração na cor, no brilho ou na abertura do olho do seu companheiro, o caminho mais seguro é buscar a avaliação de um veterinário o quanto antes.

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