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Doenças mais comuns em Botia yoyo e sinais de alerta

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A Botia yoyo é altamente vulnerável a parasitas externos como a ictiofitiríase e a oodinose, além de infecções bacterianas. Se o animal apresentar apatia real, nadadeiras coladas ou se esfregar nas pedras, procure um médico-veterinário especializado em animais aquáticos para o diagnóstico definitivo.

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Doenças mais comuns em Botia yoyo e sinais de alerta

EspéciesPor 🕒 5 min de leitura
Ilustração de peixe

Sabe aquela cena em que você chega em casa, senta em frente ao aquário com um copo de café na mão e percebe que tem algo estranho com a sua bótia yoyo? Ela não veio correndo cumprimentar o vidro como de costume, e ainda está com uma respiração meio pesada num canto mais escuro. Dá um frio na barriga, né?

A Botia yoyo é altamente vulnerável a parasitas externos como a ictiofitiríase, conhecida popularmente como íctio, e a oodinose, a famosa doença do veludo, além de infecções bacterianas que aproveitam qualquer vacilo na qualidade da água. Como ela tem a pele bastante delicada e não possui escamas espessas para funcionar como uma armadura, o impacto de qualquer desequilíbrio no aquário costuma ser rápido.

Vamos conversar sobre o que costuma adoecer esses peixes, como reconhecer os sinais antes que a situação complique de vez e o que você realmente deve fazer na hora do sufoco.

O que deixa a Botia yoyo doente tão fácil?

Pense na bótia como alguém que decidiu caminhar em uma floresta cheia de espinhos usando apenas uma camiseta de algodão, enquanto os outros peixes do aquário estão usando roupas de proteção reforçadas. A ausência de escamas rígidas deixa a pele e as brânquias do animal totalmente expostas à ação de micro-organismos que nadam pela água à procura de um hospedeiro.

O íctio, por exemplo, é causado por um parasita microscópico que se instala na derme e forma aqueles pontinhos brancos que parecem grãos de sal espalhados pelo corpo. Quando o parasita vai embora para continuar seu ciclo, ele deixa uma ferida minúscula na pele do peixe, abrindo a porta para bactérias oportunistas entrarem e causarem estragos maiores.

Outro problema frequente é a oodinose, que cobre o peixe com uma poeira bem fina, com reflexos amarelados ou esverdeados, parecendo uma camurça. Nas brânquias, esse invasor dificulta a respiração, fazendo com que o peixe fique ofegante, buscando o topo da água para tentar capturar um pouco mais de oxigênio.

Mas calma, será que é doença mesmo ou sono pesado?

Quem cria bótias costuma passar por um susto grande na primeira semana. Elas têm o hábito absolutamente bizarro de deitar de lado no fundo do aquário, ou até de cabeça para baixo entre as frestas de um tronco, parecendo que faleceram de forma súbita.

Esse é o jeito delas de tirar uma bela soneca. Se a bótia yoyo está deitada de lado, mas ao menor sinal de comida ou toque no vidro ela se levanta, nada com energia e briga por espaço, está tudo bem. Ela só é dramática para dormir.

A apatia real é outra história. Um peixe doente perde o brilho nos olhos, fica com as nadadeiras fechadas e coladas ao corpo, esconde-se o todo o tempo e recusa qualquer alimento. Se ela estiver nadando de forma desengonçada e se esfregando desesperadamente contra as pedras e o substrato, é sinal de que o corpo está irritado e pedindo socorro.

Por que aquele conselho antigo de usar sal grosso pode ser uma armadilha?

Muita gente aprendeu lá no início do aquarismo que jogar uma colherada de sal grosso resolve quase qualquer mazela no aquário de água doce. Com peixes escamados mais rústicos, o sal pode até funcionar em situações específicas, mas com a bótia yoyo a história é bem diferente.

Como a pele dela é fina e cheia de terminações sensíveis, o sal eleva a concentração da água de um jeito que obriga o organismo do peixe a gastar uma quantidade absurda de energia apenas para manter o equilíbrio interno. Em vez de ajudar a curar, o sal acaba gerando um estresse severo, destrói a camada de muco que protege o corpo do animal e causa queimaduras e feridas adicionais.

O mesmo vale para os remédios de farmácia ou produtos químicos fortes despejados de qualquer jeito no aquário comunitário. Compostos à base de cobre exigem uma precisão cirúrgica de dosagem que a maioria dos aquaristas caseiros não tem como medir, sem contar que costumam dizimar as bactérias boas do filtro e eliminar caracóis ou camarões que vivam no mesmo espaço.

O que fazer quando a bótia apresenta sinais de alerta?

Antes de pensar em qualquer medicação, vá direto à fonte de quase todos os problemas em aquários fechados, que é a água.

Faça testes para medir amônia, nitrito, pH e temperatura. Muitas vezes, um pico de amônia causado por excesso de comida ou por uma limpeza malfeita no filtro é o gatilho silencioso que derruba a imunidade do peixe e acorda os parasitas.

Se você notar que limpou o filtro recentemente, considere um erro clássico. Lavar as mídias filtrantes com água da torneira é o equivalente a jogar cloro na terra de um jardim bem cuidado, pois o tratamento elimina em segundos todas as bactérias do bem que mantêm a água limpa e segura. As peças do filtro só devem ser enxaguadas levemente na própria água que foi retirada do aquário durante a troca parcial.

Faça uma troca parcial de água de vinte a trinta por cento, garantindo que o líquido novo esteja na mesma temperatura e devidamente tratado contra o cloro. Em muitos casos, acertar a qualidade da água e manter a estabilidade térmica já é o empurrãozinho que o sistema imunológico da bótia precisava para virar o jogo por conta própria.

Os sinais descritos servem como uma triagem inicial para você identificar que algo não vai bem no ambiente. O diagnóstico definitivo de parasitoses ou infecções bacterianas, assim como a indicação de qualquer tratamento medicamentoso seguro, exige a avaliação de um veterinário especializado em animais aquáticos, já que bótias toleram mal a maioria dos compostos químicos convencionais e precisam de dosagens altamente específicas.

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