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Como viajar com um Shih-tzu de carro ou avião

Resposta rápida

Viajar com um Shih-tzu de carro ou avião exige planejamento prévio por causa do focinho achatado e da fragilidade na traqueia da raça. Você deve usar peitoral em vez de coleira, manter o ar-condicionado funcionando bem no carro, conseguir um atestado veterinário válido por dez dias para o voo e nunca dar calmantes por conta própria.

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Como viajar com um Shih-tzu de carro ou avião

CuidadosPor 🕒 6 min de leitura
Ilustração de Shih Tzu

Imagine a cena: você está arrumando as malas para aquela viagem tão esperada e olha para o seu Shih-tzu, que parece decidir exatamente qual dos seus sapatos vai morder primeiro. A dúvida surge de repente. Será que ele pode ir junto? Como fazer isso sem transformar o passeio numa experiência estressante para todo mundo?

Viajar com um Shih-tzu de carro ou avião é totalmente possível, mas exige planejamento prévio focado em duas grandes características da raça: o focinho achatado e a fragilidade na traqueia. Como eles têm vias aéreas delicadas, você precisará aposentar a coleira de pescoço e usar sempre um peitoral, controlar a temperatura do ambiente com cuidado, manter a vacina antirrábica em dia e conseguir um atestado veterinário emitido em até dez dias antes do embarque.

Vamos conversar sobre como organizar cada detalhe dessa aventura sem perder a calma.

O grande detalhe anatômico que muda tudo

Se você tem o hábito de prender a guia do cachorro direto na coleira do pescoço durante os passeios pela vizinhança, é hora de mudar esse comportamento. O Shih-tzu faz parte do grupo dos braquicefálicos, aqueles pets de carinha amassada que respiram de um jeito um pouco mais difícil. Além disso, a raça tem uma predisposição natural para o colapso de traqueia.

Para visualizar isso sem termos médicos difíceis, pense num canudinho de papel um pouco amassado. Quando o cão puxa o ar com muita força por causa de ansiedade, calor ou puxões na coleira, a traqueia dele pode fechar momentaneamente, criando aquele barulho que parece um grasnar de ganso e uma tosse seca bem chata.

Por isso, a regra de ouro para qualquer viagem, seja de carro ou de avião, é o uso exclusivo do peitoral. Esse acessório distribui a força pelo tórax do animal, protegendo o pescoço e garantindo que ele consiga respirar em paz.

Pegando a estrada de carro

Viajar de carro parece mais simples porque você está no controle do ritmo, mas ainda exige atenção redobrada. Deixar o cachorro solto no banco da frente ou com a cabeça para fora da janela pode parecer cena de filme aconchegante, mas é um risco enorme de segurança e saúde. Em uma freada brusca, o pet pode se machucar seriamente.

A melhor alternativa é acomodar o Shih-tzu em uma caixa de transporte bem ventilada no banco de trás, ou prendê-lo com um cinto de segurança específico conectado ao peitoral. Como a raça sofre muito com o calor e tem dificuldade para se refrescar arfando, o ar-condicionado do carro precisa estar sempre funcionando bem.

Vale a pena programar paradas a cada duas horas. Nesses momentos, ofereça um pouco de água fresca, deixe o pet caminhar na grama para fazer as necessidades e esticar as patinhas. Só tome cuidado com a alimentação antes de sair: evite dar comida nas duas ou quatro horas que antecedem a partida para diminuir o risco de enjoo e vômitos no caminho.

A aventura nos ares: como funciona o voo

Se a distância for grande e o avião entrar no roteiro, o tamanho compacto do Shih-tzu costuma ser um ponto a favor. Na maioria das companhias aéreas do país, o peso total do cachorro junto com a bolsa ou caixa de transporte costuma caber no limite aceito para que ele vá na cabine, acomodado logo abaixo da poltrona da frente.

Evite cair em equívocos comuns nessa hora. Cães de suporte emocional não ganham passe livre para circular soltos pela aeronave, e as normas da aviação são rígidas quanto a isso. O seu companheiro de quatro patas vai precisar passar todo o voo acomodado dentro da caixa aprovada pela empresa.

Para que ele não encare a caixa como um monstro no dia do embarque, vale a pena iniciar os preparativos com duas semanas de antecedência. Deixe a bolsa ou caixa aberta na sala, coloque uma mantinha com o cheiro da casa ali dentro e espalhe alguns petiscos para que ele veja o espaço como um cantinho seguro.

No dia da viagem, chegue ao aeroporto com bastante folga no horário. O estresse e a pressa de quem está viajando acabam passando para o animal, o que só aumenta a ansiedade de ambos.

Papelada e burocracia que não podem faltar

Lidar com burocracia nunca é a parte mais divertida, mas esquecer um documento na véspera da viagem é o tipo de dor de cabeça que acaba com qualquer descanso.

Em voos pelo país, o atestado de saúde assinado por um veterinário é obrigatório. Esse documento tem prazo de validade curto, valendo por no máximo dez dias antes do embarque, então a visita ao consultório precisa ser bem calculada no calendário. A caderneta de vacinação também precisa estar em dia, com atenção especial para a dose contra a raiva. Se for a primeira vacinação antirrábica da vida do pet, é necessário aguardar um prazo de vinte e um dias antes de colocar o pé na estrada.

Caso o destino seja internacional, a lista de exigências cresce bastante. Será preciso emitir o documento sanitário oficial do governo, colocar um microchip de padrão internacional e cumprir exames específicos exigidos pelo país que vai receber vocês.

Dar remédios para dormir ou calmantes por conta própria para o cachorro apagar durante o voo é uma ideia que deve ser evitada a todo custo. Medicamentos sedativos podem deprimir o sistema respiratório de raças de focinho achatado e relaxar os músculos das vias aéreas exatamente quando o animal mais precisa respirar com facilidade.

Quando é melhor repensar a viagem

Existem momentos em que a prudência pede para cancelar ou adiar os planos de deslocamento. Cães que já lidam com quadros avançados de problemas respiratórios ou cardíacos enfrentam riscos sérios em viagens longas ou de avião. Filhotes com menos de quatro meses de idade também costumam ter o embarque proibido pelas empresas aéreas domésticas.

Preste muita atenção aos sinais de alerta durante qualquer deslocamento. Se o Shih-tzu começar a tossir sem parar, mostrar a língua ou as gengivas com uma cor azulada ou arroxeada, adotar uma postura com as patas abertas e o pescoço esticado tentando puxar ar, ou demonstrar fraqueza extrema com baba excessiva, busque atendimento veterinário sem demora. O calor excessivo e a falta de ar configuram emergências médicas graves.

Com antecedência, diálogo aberto com o veterinário e respeito aos limites físicos do seu parceiro peludo, a viagem tem tudo para correr bem. Afinal, conhecer novos lugares é divertido, mas voltar para casa com boas lembranças e sem sustos é o que realmente importa.

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