Pular para o conteúdo

Como cuidar do pelo e da higiene do Nova Scotia Duck Tolling Retriever

Resposta rápida

O Nova Scotia Duck Tolling Retriever exige escovação de duas a três vezes semanais para controlar a pelagem dupla e banhos a cada quatro ou seis semanas. A secagem completa com secador morna evita fungos, e a limpeza semanal das orelhas previne infecções.

Ler artigo completo ↓

Como cuidar do pelo e da higiene do Nova Scotia Duck Tolling Retriever

CuidadosPor 🕒 7 min de leitura
Ilustração de cachorro

Você chega da caminhada matinal com o cachorro pingando água da lagoa do parque, sacudindo o corpo inteiro na sala e espalhando gotas de lama vermelha pelo tapete limpo. Quem convive com um Nova Scotia Duck Tolling Retriever sabe exatamente que essa situação se repete com uma frequência impressionante. Afinal, estamos falando de cães criados originalmente para atrair e buscar aves na água, trazendo no DNA uma paixão visceral por qualquer poça, rio ou lago que encontrem pela frente. Cuidar da pelagem e da higiene dessa raça não exige fórmulas mágicas ou produtos caros importados, mas pede constância, paciência e uma boa dose de realismo sobre o que significa ter um cão de pelagem dupla de comprimento médio.

A anatomia e a função da pelagem dupla do Toller

Para cuidar bem do pelo do seu cão, compreender como ele funciona por baixo daquela cor avermelhada chamativa faz toda a diferença. O Toller possui uma pelagem dupla composta por uma camada inferior densa e macia, responsável pelo isolamento térmico, e uma camada superior de pelos repelentes à água, um pouco mais longos e levemente ondulados no dorso. Essa combinação perfeita protege o animal tanto do frio intenso quanto da umidade quando ele se joga na água gelada.

Muitas pessoas acreditam erroneamente que tosar o cachorro no calor resolve o problema dos pelos espalhados pela casa. No caso do Toller, isso costuma ser um erro grave. A pelagem dupla funciona como um sistema inteligente de climatização natural. Quando você tosa a zero ou tosa demais, estraga a estrutura original dos fios, deixando a pele vulnerável a queimaduras solares, picadas de insetos e alterando permanentemente a capacidade do corpo de regular a temperatura. Se o calor aperta, o caminho certo passa pela remoção eficiente do subpelo morto através da escovação regular, e nunca pela tesoura radical.

A textura natural do pelo tem uma vantagem prática curiosa. A sujeira seca costuma se desprender sozinha com relativa facilidade depois que o cão se sacode e a lama endurece um pouco. Isso significa que você não precisa dar banho completo toda vez que ele voltar com as patas sujas da rua. Muitas vezes, um pano úmido ou apenas esperar a lama secar para passar uma escova resolve o problema sem estressar a pele do animal com lavagens excessivas.

A rotina real de escovação e controle de queda

Manter o pelo livre de nós exige uma frequência que varia conforme a rotina do animal e a época do ano, mas estabelecer uma base de duas a três sessões semanais costuma funcionar bem para a maioria dos exemplares. Nas áreas onde o pelo é mais longo e fino, como atrás das orelhas, na parte posterior das coxas e na cauda emplumada, os nós adoram se formar silenciosamente. Se você ignorar essas regiões por alguns dias, vai encontrar pequenos feltros difíceis de remover sem cortar.

O arsenal básico de ferramentas inclui uma rasqueadeira de qualidade, um pente de metal com dentes espaçados e, para as épocas de troca intensa de pelo, um rastreador de subpelo. Durante a primavera e o outono, a dinâmica muda de figura. O Toller passa por períodos de muda acentuada, quando a quantidade de pelos soltos pela casa parece desafiar as leis da física. Nessa fase, a escovação diária deixa de ser opcional e vira um compromisso inegociável para evitar que a casa vire um mar de pelos ruivos.

O segredo para uma boa escovação sem estresse reside na forma como você aborda o animal. Em vez de puxar os nós com força bruta, segure a base do pelo próximo à pele com uma das mãos e use a escova ou o pente delicadamente com a outra, desfazendo o embaraço ponto por ponto. Se o cão demonstrar incômodo, pare um pouco, mude o foco para uma área mais agradável e volte ao nó com calma. Transformar esse momento em algo rotineiro e tranquilo faz com que o animal colabore voluntariamente.

Banhos, água e o cuidado com a pele

A relação do Toller com a água é intensa e constante. Sempre que tiver oportunidade, ele vai nadar. O problema surge quando essa água vem acompanhada de poluição urbana, cloro de piscina ou água salgada do mar. Deixar resíduos de sal ou produtos químicos na pelagem por muito tempo resseca a pele e causa coceiras incômodas. Sempre que seu cão nadar em ambientes artificiais ou no mar, passe uma mangueira com água limpa para remover os resíduos logo em seguida.

Quanto aos banhos com shampoo, a regra geral aponta para a moderação. Banhos excessivos removem a oleosidade natural protetora da pele, deixando o animal mais exposto a alergias e irritações. Em condições normais de rotina, um banho a cada quatro ou seis semanas costuma ser suficiente, a menos que ele decida rolar em algo particularmente malcheiroso durante o passeio. Sempre escolha produtos específicos para cães, com pH balanceado, e enxágue com atenção redobrada para garantir que nenhum resíduo de sabão permaneça na camada inferior do pelo.

O processo de secagem merece tanta atenção quanto a lavagem. Por causa da densidade do subpelo, deixar o cachorro secar naturalmente pode reter umidade perto da pele, favorecendo o surgimento de fungos e dermatites. Usar uma toalha absorvente para retirar o excesso de água e finalizar com um secador em temperatura morna, mantendo uma distância segura, ajuda a garantir que o pelo esteja completamente seco até a raiz.

Higiene integrada: orelhas, unhas e dentes

Cuidar da estética e da saúde do Toller vai muito além da escovação do dorso. As orelhas caídas da raça formam um ambiente abafado que retém umidade com facilidade, tornando-se pontos críticos para o acúmulo de sujeira e o desenvolvimento de infecções conhecidas como otites. Verificar o interior das orelhas semanalmente e limpá-las apenas com produtos recomendados pelo veterinário, usando gaze ou algodão na parte externa do canal auditivo, evita problemas futuros. Nunca introduza hastes flexíveis profundamente no ouvido do animal para não empurrar a cera ou machucar a estrutura sensível.

As unhas também merecem acompanhamento constante. Cães que correm frequentemente em superfícies duras como calçadas de cimento podem desgastar as unhas naturalmente, mas muitos exemplares precisam de cortes periódicos. Se você ouvir o som das unhas batendo no piso de casa ao caminhar, chegou a hora de aparar. Cortar com cuidado apenas a ponta excedente evita atingir a parte viva que contém vasos sanguíneos, prevenindo sangramentos e o medo do animal em relação ao alicate.

A higiene bucal costuma ser negligenciada por muitos tutores até que o tártaro cause problemas sérios. Escovar os dentes do seu cão com pasta específica para pets algumas vezes por semana ajuda a prevenir o acúmulo de placa bacteriana e o hálito desagradável. A adaptação a esse hábito deve ser gradual, começando com massagens suaves na gengiva com o dedo até que o animal aceite a escova de cerdas macias sem resistência.

Cada indivíduo responde de maneira diferente aos manejos de higiene, exigindo adaptação no ritmo e na intensidade dos cuidados conforme a idade e o temperamento mudam. Observar os sinais de desconforto do seu companheiro e buscar orientação veterinária quando notar alterações persistentes na pele ou no comportamento garante que a rotina de cuidados continue sendo um momento seguro e saudável para ambos.

Compartilhar:💬🔗
← Explorar cães

Posts preferidos sobre cães

Uma nova seleção de leituras a cada visita.

Alimentação

Cachorro pode comer cereja?

Cachorro não deve comer cereja inteira por causa do caroço, que pode liberar cianeto tóxico se for mastigado ou causar engasgo e obstrução intestinal se for…

🕒 5 min de leituraLer agora →

Outros artigos sobre cães

Continue a leitura por aqui.