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Como cuidar do pelo e da higiene do Bernese Mountain Dog

Resposta rápida

O Bernese Mountain Dog exige uma rotina constante de escovação para controlar a pelagem dupla e banhos espaçados a cada intervalo de quatro a seis semanas. A secagem profunda com soprador é indispensável para evitar dermatites, enquanto as orelhas e as unhas pedem atenção rigorosa e periódica.

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Como cuidar do pelo e da higiene do Bernese Mountain Dog

CuidadosPor 🕒 6 min de leitura
Ilustração de cachorro

Quem convive com um Bernese Mountain Dog sabe que a casa passa a contar com uma decoração permanente de tufos tricolores espalhados pelo chão, independentemente da época do ano. Isso envolve uma rotina constante de escovação para controlar a pelagem dupla, banhos espaçados com secagem profunda para proteger a pele, além de atenção rigorosa às orelhas e às unhas devido ao porte avantajado. Não existe mágica ou produto milagroso que elimine a queda natural de pelos, mas uma estratégia bem ajustada transforma essa tarefa em um hábito gerenciável e fortalece o vínculo com o cão.

A anatomia da pelagem dupla e os mitos da tosa

Para cuidar bem de um Bernese, o primeiro passo é entender o que acontece embaixo daquela capa preta, branca e castanha que chama atenção por onde passa. A raça possui uma pelagem dupla formada por uma camada externa de fios mais longos e firmes, conhecida como subpêlo de cobertura, e uma camada interna densa, macia e altamente isolante térmica. Essa estrutura serve tanto para proteger contra o frio quanto para regular a temperatura corporal em dias mais quentes. Por causa dessa complexidade natural, a ideia de tosquiar o cão no verão para aliviar o calor costuma surgir como uma alternativa tentadora, mas na prática gera o efeito oposto ao desejado. A pelagem atua como um escudo térmico natural contra altas temperaturas e radiação solar direta. Quando se retira essa proteção pela raiz com a tosa baixa, a pele do animal fica exposta aos raios ultravioleta e perde a capacidade de regular a temperatura de forma adequada. Além disso, o pelo pode crescer de maneira irregular, perdendo a textura original e a maciez característica. Em vez de apelar para tesouras drásticas, o manejo eficiente se baseia em remover os fios mortos da camada interna para permitir que o ar circule livremente entre a pele e o ambiente externo, mantendo o sistema de isolamento funcionando perfeitamente.

A rotina real de escovação e o manejo de nós

A escovação não é apenas um ritual estético para manter a beleza da raça, mas uma necessidade funcional para evitar nós, embaraços severos e o acúmulo excessivo de subpêlo morto. Com um cão desse porte, deixar acumular trabalho para o final de semana significa encarar uma maratona exaustiva que costuma esgotar tanto o tutor quanto o animal. Dividir a tarefa em sessões curtas e prazerosas ao longo da semana costuma funcionar melhor, transformando o momento em algo rotineiro e tranquilo. O ideal é utilizar ferramentas específicas, como uma escova cardadeira para soltar os fios superficiais e um ancinho próprio para subpêlo que alcance as camadas mais profundas sem machucar a pele sensível por baixo. As regiões que mais exigem atenção são aquelas onde há maior atrito ou pelos mais longos, como atrás das orelhas, na parte posterior das coxas, na região da axila e ao redor do peito. Nesses pontos críticos, os nós se formam com facilidade devido ao movimento constante e, se ignorados, viram feltros densos difíceis de remover sem cortar. Ao encontrar um nó resistente, o ideal é puxar levemente com os dedos para afrouxar os fios antes de passar a escova, evitando puxões bruscos que causem desconforto imediato ao cão. Cada animal reage de uma forma distinta ao manuseio, e a adaptação gradual desde os primeiros meses de vida ajuda a tornar o processo completamente natural. Caso o cão demonstre resistência persistente ou dor em alguma área específica durante a escovação, vale investigar a causa com calma ou buscar orientação veterinária, pois sensibilidades na pele podem indicar questões dermatológicas que exigem tratamento adequado.

Banho, secagem e o perigo da umidade oculta

Dar banho em um Bernese Mountain Dog em casa exige planejamento logístico, espaço adequado e, acima de tudo, muita paciência. A pelagem densa absorve uma quantidade impressionante de água e funciona como uma esponja gigante. Mais do que limpar a sujeira superficial acumulada nos passeios, o desafio real começa na hora da secagem. Deixar o pelo secar naturalmente ao vento ou apenas com uma toalha é um erro comum que pode trazer sérios problemas para a saúde da pele. A umidade retida nas camadas profundas cria um ambiente quente e abafado, perfeitamente propício para o desenvolvimento de dermatites, infecções fúngicas e mau cheiro persistente. Por esse motivo, o uso de um soprador profissional de grande potência é absolutamente indispensável para empurrar a água para fora da pelagem e garantir que a pele chegue ao estado totalmente seco. O processo exige tempo e deve ser feito em mechas, levantando o pelo metodicamente para que o fluxo de ar alcance a raiz. Quanto à frequência dos banhos, a moderação costuma ser a melhor diretriz a ser seguida. Banhos excessivos removem a oleosidade natural protetora da pele, deixando o cão mais vulnerável a ressecamentos e irritações cutâneas. Em geral, banhos a cada intervalo de quatro a seis semanas, combinados com a escovagem frequente e limpezas localizadas de patas após dias chuvosos, mantêm a pelagem limpa e saudável sem agredir o organismo do animal.

Higiene complementar: ouvidos, dentes e unhas de gigante

O cuidado com a higiene do Bernese vai muito além do pelo e abrange áreas sensíveis que merecem atenção periódica rigorosa. As orelhas caídas e peludas da raça acumulam umidade e possuem pouca ventilação natural com facilidade, o que eleva consideravelmente a propensão a otites e inflamações locais. A limpeza deve ser feita com produtos específicos indicados por um veterinário, utilizando gaze ou algodão apenas na parte externa, sem introduzir hastes flexíveis no canal auditivo para evitar lesões graves. As unhas, por sua vez, crescem rapidamente e, devido ao peso corporal do animal, o desgaste natural em pisos comuns nem sempre é suficiente para mantê-las em um tamanho adequado. O corte regular evita que a unha encrave, rache ou altere a pisada natural do cão, gerando desconforto nas articulações das patas. Caso o tutor não tenha total segurança para realizar o corte em casa, o apoio de um profissional capacitado evita acidentes com a veia interna da unha. A saúde bucal também entra no pacote de cuidados essenciais para a longevidade. A escovação dos dentes com pastas formuladas exclusivamente para cães ajuda a prevenir o acúmulo de tártaro e doenças periodontais. Como cada fase da vida traz necessidades específicas de saúde, mobilidade e metabolismo, avaliações veterinárias periódicas garantem que qualquer alteração seja tratada precocemente, mantendo a qualidade de vida do cão em patamares elevados.

Manter a pelagem e a higiene de um Bernese Mountain Dog exige constância e dedicação no dia a dia, mas a convivência com um cão saudável e bem cuidado compensa cada minuto investido nessa rotina. Ajustar os cuidados às características individuais do animal e manter o acompanhamento profissional regular assegura o bem-estar duradouro do seu companheiro.

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