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Braco francês é bom para apartamento?

Resposta rápida

Sim, o Braco francês do tipo Pireneus se adapta muito bem à vida em apartamento, desde que você garanta caminhadas firmes diárias. Esse cão de porte médio mede de quarenta e nove a cinquenta e oito centímetros e pesa entre dezoito e vinte e cinco quilos, exigindo apenas que você gaste a energia dele lá fora.

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Braco francês é bom para apartamento?

ComportamentoPor 🕒 5 min de leitura
Ilustração de cachorro

Você chega em casa depois de um dia longo, abre a porta e encontra o cachorro estirado no tapete da sala, parecendo um tapete peludo a mais na decoração. Dá até vontade de perguntar se ele trabalhou mais do que você. Se você mora em apartamento e está de olho em um Braco francês, a boa notícia é direta: sim, esse cachorro se adapta muito bem à vida urbana, desde que você não espere que ele viva como um gato de porcelana.

Muita gente torce o nariz para a ideia de ter um cão de caça em um espaço menor. Afinal, a própria história da raça grita espaço aberto, mato e faro apurado. Mas a verdade é que o comportamento dentro de casa depende muito mais da sua disposição para gastar a energia dele lá fora do que dos metros quadrados da sua sala.

Entendendo o tipo certo para a cidade

Quando falamos em Braco francês, precisamos acertar a variante. A raça tem duas versões principais, e a que nos interessa para a vida em apartamento é o tipo Pireneus.

Enquanto o irmão maior, o tipo Gasconha, tem uma estrutura mais pesada, o Pireneus é a versão compacta. Estamos falando de um cão de porte médio, com altura na cernelha que costuma ficar entre quarenta e nove e cinquenta e oito centímetros, e peso variando de dezoito a vinte e cinco quilos.

Para completar, a pelagem é curta e pede pouca manutenção. Nada daquelas tosas complexas ou de encontrar tufos de pelo acumulados em cima do sofá toda vez que o vento bate. Uma escovação semanal resolve a parte estética e ainda serve como um bom momento de carinho no fim do dia.

Por que tantas pessoas acham que cães de aponte não servem para espaços compactos? A resposta costuma vir de uma confusão entre impulso atlético e falta de educação. Um animal atlético na rua não vira um furacão dentro de casa se a rotina dele tiver consistência.

O segredo não está na sala, está na rua

O maior erro do tutor urbano é achar que um cão dócil dispensa exercícios intensos. O Braco francês tem na genética a herança dos cães de aponte, aqueles que trabalham rastreando e apontando a direção da caça para o parceiro humano.

Isso significa que ele tem pique. Se você passa o dia todo fora e deixa o animal confinado sem estímulos, o tédio vai bater. E quando o tédio bate em um cão inteligente, ele costuma inventar hobbies nada divertidos para o seu mobiliário. Sabe aquele pé de cadeira roído ou aquela almofada transformada em confete? Pois é.

Para manter a paz no lar, a rotina exige caminhadas firmes todos os dias, além de atividades que coloquem o faro e a cabeça para funcionar. Um cão que gasta energia na rua, investiga cheiros e interage com o ambiente volta para o apartamento parecendo outro bicho. Ele simplesmente escolhe o canto mais aconchegante da casa para dormir uma soneca daquelas enquanto você descansa no sofá.

E se o tempo virar e aquela tempestade impedir o passeio longo? A solução é cansar o cérebro do animal dentro de casa mesmo. Esconder petiscos pelos cômodos para ele procurar funciona tão bem quanto uma boa corrida na praça.

E a convivência no condomínio?

Outro ponto que costuma gerar dúvida diz respeito às regras do prédio. Sabe aquela conversa fiada de que o síndico ou o condomínio podem proibir cães de porte médio por norma interna? Na prática, a justiça já bateu o martelo sobre isso há muito tempo. Convenção de condomínio não tem poder para proibir animais de estimação de forma geral.

A lei garante o seu direito de criar o pet, desde que você siga as regras básicas de boa vizinhança: segurança, sossego e higiene. Em outras palavras, o Braco francês vive muito bem no seu prédio, contanto que ele não ataque os moradores, não passe horas chorando de solidão e você limpe tudo certinho nas áreas comuns. No elevador, a guia é indispensável, o que também evita qualquer susto com aquele vizinho que morre de medo de cachorro.

Saúde preventiva e pequenos cuidados

Por causa das orelhas caídas, o Braco francês pede um olhar atento para a saúde dos ouvidos. Esse formato abafado facilita a retenção de umidade e cera, então vale dar aquela checada toda semana para ver se está tudo limpo e sem irritação. Caso perceba algum sinal de incômodo constante, leve o animal ao veterinário para prevenir infecções mais chatas.

A balança é outro detalhe que merece vigilância. Como estamos falando de um bicho feito para o movimento que agora mora em espaço reduzido, os quilos a mais aparecem rápido se a comida vier sem medida e os exercícios diminuírem. Controlar a quantidade de ração e maneirar nos petiscos de adestramento impede que o seu parceiro atlético acabe sofrendo com excesso de peso nas articulações.

No fim das contas, o Braco francês do tipo Pireneus encara a vida na cidade sem reclamar. Trata-se de um companheiro apegado à turma dele, obediente e sempre pronto para agradar. Se você curte uma caminhada e deseja uma presença constante ao seu lado, os metros quadrados a menos do apartamento deixam de importar e viram apenas um detalhe na rotina da dupla.

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